Metadados
- titulo
- Lei Ordinária nº 11298/2026
- uf
- RJ
- tipo
- Lei Ordinária
- numero
- 11298
- data
- 2026-08-26
- ementa
- INSTITUI O PROGRAMA DE ACESSO AUDIOVISUAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ESTABELECE NORMAS PARA O SEU FUNCIONAMENTO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
- situacao
- Em Vigor
- revogada
- false
- versao_texto
- texto da base de legislação da ALERJ
- fonte
- https://www3.alerj.rj.gov.br/lotus_notes/default.asp?id=53&url=L2NvbnRsZWkubnNmL2M4YWEwOTAwMDI1ZmVlZjYwMzI1NjRlYzAwNjBkZmZmLzU4YmNlMzc4NWEwMmExYjkwMzI1OGU2MDAwNDExNWYxP09wZW5Eb2N1bWVudA%3D%3D
- fonte_original
- http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/c8aa0900025feef6032564ec0060dfff/58bce3785a02a1b903258e60004115f1?OpenDocument
- baixado_em
- 2026-10-15
Lei Ordinária nº 11298/2026
Lei nº
11.298/2026
Data da Lei
26/08/2026
Texto da Lei [ Em Vigor ] LEI N.º 11.298 DE 26 DE AGOSTO DE 2026
INSTITUI O PROGRAMA DE ACESSO AUDIOVISUAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ESTABELECE NORMAS PARA O SEU FUNCIONAMENTO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM EXERCÍCIO,
Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
RESOLVE:
Art. 1º Esta lei institui o Programa de Acesso Audiovisual no Estado do Rio de Janeiro, estabelece normas para seu funcionamento, e dá outras providências.
Art. 2º São objetivos do Programa de Acesso Audiovisual no Estado do Rio de Janeiro:
I – garantir o pleno acesso de obras audiovisuais, especialmente brasileiras, à população fluminense, dispondo-lhes os meios e insumos necessários para produzir, gerir e difundir iniciativas culturais;
II – estimular o protagonismo social na elaboração e na gestão das políticas públicas do setor audiovisual;
III – promover uma gestão pública compartilhada e participativa, amparada em mecanismos democráticos de interlocução com a sociedade civil;
IV – consolidar os princípios da participação social nas políticas culturais do setor audiovisual;
V – garantir o direito de cidadania e à diversidade através do segmento audiovisual como expressão cultural e como atividade econômica;
VI – estimular iniciativas audiovisuais já existentes, através da transferência de recursos do Governo do Estado do Rio de Janeiro para os beneficiários designados por meio desta lei, o acesso aos meios de fruição, produção e difusão audiovisual;
VII – potencializar iniciativas audiovisuais, visando à construção de novos valores de cooperação, parceria e solidariedade;
VIII – estimular a exploração, o uso e a apropriação dos códigos, linguagens artísticas e espaços públicos e privados disponibilizados para a ação audiovisual;
IX – garantir que as escolas públicas estaduais sejam núcleos de produção, difusão, estudo e preservação audiovisual.
Art. 3º São considerados beneficiários do Programa de Acesso Audiovisual no Estado do Rio de Janeiro:
I – todas as escolas estaduais no Rio de Janeiro;
II – estudantes e jovens de todos os segmentos sociais;
III – cineclubes e cineclubistas;
IV – produtoras independentes e realizadores de audiovisual;
V – bibliotecas;
VI – comunidades de povos tradicionais;
VII – comunidades de baixa renda com alta vulnerabilidade social;
VIII – agentes culturais, artistas, professores e todos aqueles que desenvolvam ações audiovisuais que tangenciem os diversos setores culturais e a educação;
IX – portadores de necessidades especiais.
Art. 4º Entre as ações do Programa de Acesso Audiovisual no Estado do Rio de Janeiro destacam-se:
I – audiovisual nas escolas: produção e cineclube;
II – audiovisual nos equipamentos públicos: cineclubes;
III – central de acesso ao cinema e audiovisual (estudo, produção, preservação, difusão, exibição): cineclubes, escolas e bibliotecas;
IV – formação de novos cineclubes;
V – mapeamento de cineclubes da região fluminense aplicado ao desenvolvimento social.
Art. 5º Para os fins previstos nesta lei, consideram-se objetivos das ações citadas no Art. 4º:
I – Audiovisual nas escolas: produção e cineclube;
a) viabilizar acesso de obras audiovisuais de naturezas, formatos, épocas diversas, com especial dedicação ao conteúdo brasileiro;
b) viabilizar produções audiovisuais dos alunos como realizadores;
c) colaborar para que a escola seja também equipamento cultural aberto à população e espaço de convergência e irradiação cultural.
II – Audiovisual nos equipamentos públicos: cineclubes;
a) potencializar a ocupação dos equipamentos públicos;
b) colocar os equipamentos públicos como parte integrante do circuito exibidor cineclubista;
c) utilização, sem custo, dos equipamentos culturais públicos para produção audiovisual.
III – Central de acesso ao cinema e audiovisual:
a) viabilizar acesso de obras audiovisuais de naturezas, formatos, épocas diversas, com especial dedicação ao conteúdo brasileiro, incluindo forma de acesso on-line;
b) viabilizar produções audiovisuais idealizadas pela população de todo o Estado do Rio de Janeiro;
c) colaborar para que a difusão de conteúdo aconteça de forma perene e consistente em todo o território fluminense;
d) criar espaços de troca de experiências, de produção em cada microrregião do Estado do Rio de Janeiro;
e) criar locais de guarda, pesquisa, estudos e preservação de conteúdo audiovisual em cada microrregião do Estado do Rio de Janeiro;
f) licenciar as obras audiovisuais realizadas com recurso público para utilização com finalidade educativa e não lucrativa;
g) dar destino público às obras realizadas com financiamento público;
h) democratizar o acesso às obras realizadas com financiamento público;
i) consolidar acervos físicos em todo o Estado;
j) estabelecer prazo de utilização do produto produzido com recursos públicos ou recursos híbridos;
k) criar local de armazenamento das informações sobre as produções audiovisuais.
IV – Formação de novos cineclubes:
a) ampliar a rede cineclubista no Estado do Rio de Janeiro;
b) fortalecer o movimento cineclubista do Estado do Rio de Janeiro;
c) viabilizar acesso a obras audiovisuais, especialmente brasileiras a toda a população fluminense.
V – Mapeamento de cineclubes da região fluminense aplicado ao desenvolvimento social:
a) desenvolver levantamento dos cineclubes existentes no Estado do Rio de Janeiro, visando à construção de uma cartografia que permita o cruzamento de dados para estabelecer a influência dos cineclubes nas suas respectivas localidades e definir novas formas interdisciplinares de colaboração.
Art. 6º - VETADO. Art. 7º - VETADO. Art. 8º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2026.
RICARDO COUTO DE CASTRO
Governador em exercício